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Tipos de sal de cozinha: Qual é o melhor para a saúde?

Postado em: 13/10/2014 às 21:09 por admin - sal

Os registros do uso do sal remetem a cinco mil anos. Escasso e precioso, o sal era vendido a peso de ouro. Em diversas ocasiões, foi usado como dinheiro. Entre os exemplos históricos mais conhecidos está o costume romano de pagar em sal parte da remuneração dos soldados, o que deu origem à palavra salário. Interessante né?

No organismo o sal equilibra o meio aquoso de nosso corpo, facilita a troca de água entre as células e seu meio externo, ajudando na absorção de nutrientes e na eliminação de detritos. O sódio é necessário na transmissão dos impulsos nervosos e na contração muscular, inclusive nas batidas do coração.

O sal não é apenas aquele que adicionamos aos alimentos, mas também aquele que está presente em conservas, embutidos, enlatados, dando sabor ou conservando os alimentos. Por isso preste bastante atenção na hora das compras. Leia sempre o rótulo e veja a quantidade de sódio dentro daquele produto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um adulto deva consumir por dia, no máximo 6g de sal de cozinha – o que equivale a uma colher (chá) de sal, que a gente adiciona e de sal que já existe no alimento.

E qual sal usar? Abaixo algumas explicações que podem facilitar sua escolha.

Sal refinado
O sal de cozinha ou refinado, formado por cloreto de sódio (NaCl) é o sal mais comum. É retirado das salinas, passa por um processo de refinamento, onde acontece adição de substâncias químicas, ele fica mais branquinho, soltinho, sua aparência fica melhor, mas não seu aspecto nutritivo. É que neste processo, muito de seu valor nutricional é perdido, e muitas das substâncias químicas adicionadas permanecem no produto final.

O único elemento adicionado neste tipo de sal que é bom para a saúde é o iodo que previne o bócio, abortos prematuros, retardos mentais. Mas na hora de escolher qual tipo de sal, prefira o sal marinho e o sal in natura, pois estes também possuem iodo em suas composições.

No organismo, o cloreto de sódio se dissolve nos líquidos corporais, ou seja, na água do organismo. Então, quanto maior é a ingestão de sal de cozinha, mais líquidos serão necessários para dissolvê-lo, ocorrendo retenção de líquidos no corpo como um todo e aumentando a pressão arterial (hipertensão). Por isso a sede que sentimos quando comemos alguma coisa salgada. Precisamos de água (liquido) para dissolvê-lo.

Sal light
O sal light também é retirado das salinas e passa por refinamento, mas é formado por cloreto de potássio e cloreto de sódio. Com esta mistura, quando este sal é ingerido, ele fica menos tempo no organismo e diminui, assim, a retenção de água. Conclusão: Este tipo de sal é bem mais balanceado que o de cozinha e ideal para os hipertensos, já que não fica tanto tempo no organismo e a pressão arterial não se eleva. Já para os doentes renais não é o ideal, porque os rins podem acumular potássio, podendo levar a problemas cardíacos.

Sal marinho
O sal marinho é o melhor deles, pois é um produto obtido pela evaporação da água do mar, não passa pelo refinamento, e contém aproximadamente 84 elementos – dentre eles: iodo, enxofre, bromo, magnésio, cálcio.

Sal mineral
O sal mineral (também muito bom) apenas difere do marinho quanto à sua fonte. Este é extraído de minas subterrâneas e também possui naturalmente inúmeros elementos na sua composição, que permanecem no produto até o final e que fazem bem à saúde.

Outros tipos encontrados no mercado

Sal grosso
Produto natural, não passa pelo refinamento e é apresentado na forma que sai da salina.

Sal kosher
Sal com cristais grossos e irregulares podendo ser extraído de mina ou do mar, desde que sob supervisão de rabinos. Como sua granulação é mais grossa, é preferido pelos chefes de cozinha, pois adere com maior facilidade à superfície de carnes.

Sal de Guérande
Considerado o melhor do mundo, esse sal tem produção artesanal. Extraído na cidade de Guérande (França) é um condimento caro. A versão especial desse sal é a chamada “fleur du sel”, ainda mais rara.

Gersal
É muito utilizado na cozinha macrobiótica. Trata-se do sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.

O sal na história

Postado em: 02/04/2014 às 12:58 por admin - sal

Os registros do uso do sal remontam a 5 mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e em civilizações pré-colombianas. Nas civilizações mais antigas, contudo, apenas as populações costeiras tinham acesso a ele. Mesmo assim, estavam sujeitas a períodos de escassez, determinados por condições climáticas e por períodos de elevação do nível do mar. A tecnologia de mineração só começou a se desenvolver na Idade Média.

Escasso e precioso, o sal era vendido a peso de ouro. Em diversas ocasiões, foi usado como dinheiro. Entre os exemplos históricos mais conhecidos figura o costume romano de pagar em sal parte da remuneração dos soldados, o que deu origem à palavra salário.

Por ser tão valioso, o sal foi alvo de muitas disputas. Roma e Cartago entraram em guerra em 250 a.C. pelo domínio da produção e da distribuição do sal no Mar Adriático e no Mediterrâneo. E após vencer os cartagineses, o exército romano salgou as terras do inimigo, para que se tornassem estéreis. Cerca de 110 a.C., o Imperador chinês Han Wu Di iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a “pirataria de sal” em crime sujeito à pena de morte.

O monopólio e o peso dos impostos sobre o sal foram estopim de grandes rebeliões. Na França, a elevação de uma taxa criada em 1340, chamada gabelle, ajudou a precipitar a Revolução, em 1789. Séculos depois, na Índia, as taxas abusivas cobradas pelos ingleses encorajaram o movimento da desobediência civil, liderado por Ghandi, na década de 1930.

Via www.desenvolturasedesacatos.blogspot.com.br

Qual a importância do sal de cozinha para a nossa saúde?

Postado em: 12/03/2014 às 14:42 por admin - sal

O sal de cozinha é composto por 40% de sódio, um nutriente essencial para nosso organismo, o qual contribui para a regulação osmótica dos fluídos e atua na condução de estímulos nervosos e na contração muscular. Entretanto, seu consumo excessivo está associado ao desenvolvimento da hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais e outras doenças que estão entre as primeiras causas de internações e óbitos no Brasil e no mundo.

Formas de consumo do sal e a utilização em seu benefício

Postado em: 19/02/2014 às 13:27 por admin - curiosidades, sal

 

1 – Qual a importância do sal para a saúde?
O sal está diretamente ligado ao volume de fluidos fora das células. Tudo que modifica a quantidade de sal afeta a retenção de líquidos no corpo. Ele ajuda a regular as passagens de líquido e de substâncias pela membrana das células, mantendo a pressão osmótica delas. Além disso, é importante para a transmissão de impulsos nervosos.

2 – Sódio é sinônimo de sal?
Não. 6 g de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Fique atento na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles trazem a quantidade de sódio, e não de sal que eles contêm.

3 – Quanto deve ser consumido por dia?
A recomendação é que adultos ingiram de quatro a seis gramas de sal por dia.

4 – Há recomendações específicas para crianças e idosos?
Ambos devem consumir menos sal. Aconselha-se que os pais não adicionem a substância à comida das crianças até os dois anos de idade. Além de o leite materno e o sódio já presente nos alimentos suprirem suas necessidades, evita-se, com isso, que elas se acostumem a uma alimentação muito salgada, já que é nessa fase que se forma o padrão gustativo.
Já os idosos devem comer menos sal (o ideal seria cerca de 5 g por dia) porque tendem a reter mais sódio e também porque, com o envelhecimento, os vasos vão perdendo naturalmente a capacidade de distensão, sendo mais provável que desenvolvam hipertensão.

5 – Em média, quanto sal os brasileiros comem por dia?
Não há estudos populacionais que determinem um valor médio para todo o país. Mas pesquisas realizadas em alguns Estados mostraram que o consumo é de aproximadamente 12 g, valor muito acima do recomendado.

6 – Quem não acrescenta sal à comida come pouco sal?
Não necessariamente. Estima-se que 75% do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente. Molhos como o ketchup, produtos em conserva e embutidos são as variedades mais ricas em sal. Os outros 30% vêm dos alimentos naturais e do sal que adicionamos aos alimentos.

7 – Doces estão liberados?
Não necessariamente. Quem tem hipertensão deve evitar produtos adoçados com ciclamato de sódio. Assim como o sal, esse adoçante tem sódio, que afeta a pressão.

8 – Posso suprir minha necessidade diária de sal só com alimentos naturais?
Sim. O sódio está presente na maioria dos alimentos, embora em quantidade pequena. Alimentos como carne, peixes e ovos podem suprir essa necessidade. O problema é que nossa alimentação é pobre em iodo, e o sal de cozinha é, por lei, enriquecido com essa substância. O iodo é importante para a saúde (gestantes que têm um consumo insuficiente de iodo, por exemplo, podem ter filhos com distúrbios cognitivos).

9 – O que acontece a quem ingere uma quantidade insuficiente de sal?
Problemas causados por ingestão insuficiente de sal são raros, mas acredita-se que uma dieta muito restritiva de sal (menos de um grama por dia para adultos) altera o perfil lipídico do organismo, aumentando os índices de colesterol ruim. Ainda não se sabe qual o mecanismo que leva a essa alteração.

10 – O excesso de sal leva à hipertensão?
Sim. Em populações que consomem muito sal, os índices de hipertensão são mais altos à medida que as pessoas envelhecem.

11 – O efeito do sal é o mesmo em todas as pessoas?
Não, os graus da sensibilidade ao sal variam de pessoa para pessoa. Acredita-se que algumas pessoas, por determinação genética, teriam rins que não manipulam bem o excesso de sal no organismo. Por isso, elas seriam mais sensíveis ao sal. Essa característica também está ligada a grupos étnicos: entre negros, por exemplo, a prevalência de pessoas mais sensíveis ao sal é maior. Homens e mulheres também apresentam resistência diferente ao sal. As mulheres, de modo geral, são mais “protegidas” contra os efeitos do sal até a menopausa. Depois disso, o risco de ter hipertensão é mais acentuado nelas do que neles.

12 – Como é possível saber se alguém é hipersensível a sal?
Existem testes que permitem averiguar a sensibilidade ao sal, entretanto, eles são utilizados apenas em pesquisas. Esses exames não são usados na prática clínica porque a recomendação para todas as pessoas, independentemente de elas serem sensíveis ou não, é comer pouco sal.

13 – Quem tem pressão baixa precisa comer mais sal?
Não, pois o fato de a pessoa ter pressão baixa não significa que ela não possa ter hipertensão no futuro. Além disso, sabe-se que os riscos de problemas cardiovasculares são maiores entre pessoas que comem muito sal mesmo quando elas não apresentam hipertensão arterial. O mesmo vale para problemas renais e digestivos. Estudos também mostram que o excesso de sal pode causar broncoespasmos, piorando quadros de asma.

14 – O excedente de sal é liberado pelos rins? Então por que se preocupar com a quantidade?
O rim tem uma capacidade limitada para filtrar e excretar o sal. Quando o consumo é muito alto, o rim trabalha sob uma pressão maior e pode ter seu funcionamento comprometido. A hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica. Além disso, ingerir muito sal aumenta os riscos de cálculo renal –formação de pequenas “pedras” nos rins.

15 – Em quanto tempo o organismo consegue expelir o excesso após uma alimentação sobrecarregada de sal?
Pessoas normais demoram de um a dois dias para reequilibrar o organismo. Em pessoas com hipertensão, o processo de eliminação do excesso de sal demora de cinco a sete dias.

16 – Consumir sal em excesso dá celulite?
Não. A retenção de água que o sal promove é intravascular, e não na pele. Isso pode causar inchaços nas pernas ou nos dedos da mão, mas não celulite.

17 – O sal causa problemas na tireóide?
Sim e não. O cloreto de sódio não afeta a tireóide. Entretanto, no Brasil, o sal é enriquecido com iodo. Se consumido em excesso, o iodo pode levar à tireoidite de Hashimoto em pessoas com predisposição genética a doenças auto-imunes. Em 2003, a Anvisa reduziu os níveis de iodo no sal para evitar esse tipo de problema.

18 – O que é o sal light e quais seus benefícios?
O sal light é formado por uma mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Embora os dois possam ser chamados de sal, eles afetam o organismo de formas diferentes. Enquanto o potássio regula a retenção de líquidos dentro das células, o sódio age fora das células. Embora seja recomendado a pessoas com hipertensão, o sal light não é indicado para pessoas com problemas renais. Embora o potássio não leve a doenças renais, problemas nos rins levam a um acúmulo de potássio no corpo, o que aumenta os riscos de problemas cardíacos.

19 – Quais as diferenças entre o sal marinho e o sal mineral?
Embora sejam extraídos de formas diferentes (o mineral de minas subterrâneas e o marinho, da evaporação da água do mar), os dois apresentam a mesma composição e causam os mesmos efeitos no corpo.

20 – Qual a diferença do sal para o glutamato monossódico?
Além do cloreto de sódio, esse tempero tem outras substâncias que realçam o sabor de alguns alimentos. Como é rico em sódio, ele não pode ser considerado uma alternativa saudável ao sal.

21 – Faz diferença colocar o sal durante o cozimento ou adicioná-lo depois, quando a comida já está pronta?
Sim e não. Os efeitos do sal são os mesmos, independentemente do momento em que ele foi adicionado à comida. Mas os médicos recomendam que as pessoas tirem o saleiro da mesa porque elas tendem a colocar mais sal quando a comida já está pronta do que quando temperam na hora do cozimento.

22 – Como deve ser o consumo de sódio em esportistas?
O sódio, assim como outros sais minerais, é liberado pelo corpo junto com o suor. Por isso, pessoas que se exercitam intensamente podem perder mais sódio. Mas isso só se torna um problema se o exercício for praticado por muito tempo (a partir de uma hora, uma hora e meia), principalmente em ambientes quentes e úmidos. Nesses casos, a reposição deve ser feita por meio de bebidas isotônicas, e não pelo acréscimo de sal na comida.

23 – Quais são as regras para a utilização de sal nos alimentos processados?
A legislação brasileira não impõe limites para a quantidade de sal adicionada aos alimentos industrializados nem obriga as empresas a colocar alertas nas embalagens. Mas os fabricantes são obrigados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a informar no rótulo o teor de sódio no alimento.

O que é Flor de Sal?

Postado em: 12/02/2014 às 13:51 por admin - sal, saúde

 

A flor de sal é fonte natural de ferro, zinco, magnésio, iodo, flúor, sódio, cálcio, potássio e cobre, pois não sofre nenhum processamento ou refinação posterior à sua recolha do mar. É um produto artesanal raro devido à sua produção limitada aos meses mais quentes de verão.

A flor de sal é o nome que se dá aos primeiros cristais de sal que se formam e permanecem na superfície das salinas, sendo recolhida em largos tanques rasos de argila. Esta  operação manual retira apenas uma finíssima película de cristais de sal que se forma na superfície da água das salinas, e nunca toca o fundo.

A flor do sal marinho é composta por pequenos cristais brancos e quebradiços, com um suave perfume esse “caviar do mar” revela o sabor dos alimentos adicionando além do cloreto de sódio minerais essenciais para o equilíbrio do organismo.

A sua riqueza em minerais uteis e necessários à saúde que conferem à flor de sal sua vantagem sobre  sal marinho comum, devendo se ter a mesma cautela sobre o seu uso moderado.

Sal e sódio são coisas diferentes

Postado em: 05/02/2014 às 13:15 por admin - sal

 

Sal e sódio são coisas diferentes: Sal (cloreto de sódio) é uma molécula formada de cloro e sódio (NaCl), e o que dá o sabor salgado a ela é o cloro, não. O sódio, por si só, não tem sabor.

O que faz mal à saúde quando consumido em excesso é o sódio, não o sal. O sódio está presente em quase todos os alimentos industrializados; às vezes associado ao sal, às vezes não. É usado como conservante, principalmente, e também para dar consistência a determinados alimentos.

Cada 2,5 gramas de sal (uma colher) contém 1 grama de sódio.

O sal na história do Rio Grande do Norte

Postado em: 29/01/2014 às 13:32 por admin - curiosidades, sal

 

Um dos primeiros registros de que as salinas naturais do Nordeste brasileiro chamaram a atenção dos portugueses é o relato de um capitão mor, Pero Coelho, em 1627. Derrotado por piratas franceses numa batalha na serra de Ibiapaba, no Ceará, Coelho recuou suas forças para o litoral, e encontrou – na região onde se localiza hoje o município de Areia Branca – extensões de sal suficientes para abarrotar muitos navios.

Em 1641. Gedeão Morritz, o chefe da guarnição batava no Ceará, chegou às mesmas salinas e, a partir daí, os holandeses, que em seus primeiros anos no Nordeste importavam sal, trazido pelos navios da Companhia das Índias Ocidentais, iniciaram a extração local.

O sal do Rio Grande do Norte só começou a ser comercializado em outras províncias a partir de 1808, com a suspensão das proibições por D. João VI. Na primeira metade do século XX, diversos problemas dificultaram esse comércio, entre eles o elevado custo de transporte, que tornava o produto potiguar mais caro do que o importado.

Grandes investimentos na década de 60 e o aumento do consumo de sal pela indústria criaram condições para a modernização do parque salineiro. Em 1974, foi inaugurado o Terminal Salineiro, que ainda hoje escoa por via marítima boa parte da produção do estado.

Sal também é utilizado em emergências

Postado em: 22/01/2014 às 12:56 por admin - curiosidades, sal

 

A geologia moderna – que facilitou a prospecção do sal-gema – e a modernização das salinas derrubaram os preços do sal no século passado. A chegada da comida enlatada e, principalmente, da refrigeração, reduziram drasticamente a demanda na indústria de alimentos. Ainda assim, a produção mundial é, hoje, de 210 milhões de toneladas por ano. Os Estados Unidos são responsáveis por 20% desse total, à frente de China, Alemanha, Canadá e Índia.

 Salt Lake City, capital do Estado de Utah, está à beira de um dos maiores lagos salgados do planeta. Sorte dos americanos, que precisam do sal para muito mais do que para temperar guloseimas. Menos de 10% do sal que os Estados Unidos produzem é de mesa, aliás. A grande fatia – cerca de 50% – serve para derreter a neve das estradas no inverno.

Hoje, graças à tecnologia, contam-se pelo menos 14 000 utilidades para o sal, sobretudo na indústria farmacêutica. Muitas pesquisas relacionam problemas de pressão alta ao alto consumo de sal, mas ele não é o demônio que pintam. Usado em doses moderadas ou prescrito pelos médicos, o sal só faz bem. O iodo, adicionado ao produto refinado, previne doenças. E estudos mostram que o cloreto de sódio é benéfico para quem sofre de reumatismo.

Sem contar sua utilidade nas emergências. O que seria de um acidentado sem aquela garrafinha de soro fisiológico? Pesquisas recentes, algumas delas feitas no Brasil, empregam soluções salinas ainda mais concentradas que o soro nos momentos seguintes à internação de quem perdeu muito sangue. Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto do Coração de São Paulo descobriram que o “salgadão”, como é chamado esse supersoro, controla arritmias cardíacas e reduz as lesões por falta de oxigênio no cérebro.

“Nem sempre se valoriza o que realmente faz diferença no dia-a-dia”, diz Mark Kurlansky. Hoje, pode até ser o caso do sal, que dificilmente freqüenta um bate-papo num boteco ou num restaurante três estrelas. Mas uma coisa é certa: sem ele, o mundo teria bem menos graça. Seria assim… meio “sem sal”.

Via Superinteressante

Império do sal

Postado em: 15/01/2014 às 12:30 por admin - sal, saúde

 

A geologia moderna – que facilitou a prospecção do sal-gema – e a modernização das salinas derrubaram os preços do sal no século passado. A chegada da comida enlatada e, principalmente, da refrigeração, reduziram drasticamente a demanda na indústria de alimentos. Ainda assim, a produção mundial é, hoje, de 210 milhões de toneladas por ano. Os Estados Unidos são responsáveis por 20% desse total, à frente de China, Alemanha, Canadá e Índia.

É na terra do Tio Sam que fica uma das regiões mais ricas do mundo nesse mineral. Salt Lake City, capital do Estado de Utah, está à beira de um dos maiores lagos salgados do planeta. Sorte dos americanos, que precisam do sal para muito mais do que para temperar guloseimas. Menos de 10% do sal que os Estados Unidos produzem é de mesa, aliás. A grande fatia – cerca de 50% – serve para derreter a neve das estradas no inverno.

Hoje, graças à tecnologia, contam-se pelo menos 14 000 utilidades para o sal, sobretudo na indústria farmacêutica. Muitas pesquisas relacionam problemas de pressão alta ao alto consumo de sal, mas ele não é o demônio que pintam. Usado em doses moderadas ou prescrito pelos médicos, o sal só faz bem. O iodo, adicionado ao produto refinado, previne doenças. E estudos mostram que o cloreto de sódio é benéfico para quem sofre de reumatismo.

Sem contar sua utilidade nas emergências. O que seria de um acidentado sem aquela garrafinha de soro fisiológico? Pesquisas recentes, algumas delas feitas no Brasil, empregam soluções salinas ainda mais concentradas que o soro nos momentos seguintes à internação de quem perdeu muito sangue. Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto do Coração de São Paulo descobriram que o “salgadão”, como é chamado esse supersoro, controla arritmias cardíacas e reduz as lesões por falta de oxigênio no cérebro.

“Nem sempre se valoriza o que realmente faz diferença no dia-a-dia”, diz Mark Kurlansky. Hoje, pode até ser o caso do sal, que dificilmente freqüenta um bate-papo num boteco ou num restaurante três estrelas. Mas uma coisa é certa: sem ele, o mundo teria bem menos graça. Seria assim… meio “sem sal”.

Superstições sobre sal

Postado em: 18/12/2013 às 10:00 por admin - curiosidades, sal

 

Uma série de crendices também esteve relacionada ao sal. Na Europa Medieval prestava-se muita atenção à maneira como se manipulava essa substância. A etiqueta recomendava que o sal fosse tocado com a ponta da faca – jamais pelas mãos humanas.

Judeus e muçulmanos acreditam, ainda hoje, que o sal protege contra o mau-olhado. Preceitos judaicos determinam que ele seja manipulado apenas pelos dedos médio e anular. A crença reza que, se um homem utilizar o polegar, suas crianças morrerão; se usar o mínimo, ficará pobre; se escolher o indicador, virará um assassino.

Além disso, o sal esteve sempre relacionado à fertilidade no imaginário popular. Isso, segundo Mark Kurlansky, provavelmente se originou da observação de que os peixes do mar têm mais filhotes que os de água doce. Acreditava-se também que os ratos poderiam se reproduzir sem sexo, só com um pouco de sal. A origem desse mito era a velocidade espantosa com que crescia a população de roedores nos navios carregados com a mercadoria.

A tentativa de garantir a fertilidade perpetuou, nos Pirineus, o costume de estimular os noivos a irem para a igreja com sal no bolso esquerdo. Dizia-se que a simpatia protegia contra a impotência.

Via Superinteressante