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Sal com menos iodo começa a chegar às mesas

Postado em: 24/07/2013 às 17:56 por admin - Legislação, sal, saleiros, saúde

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Nesse mês, começou a valer a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece a redução na quantidade de iodo adicionada ao sal produzido no Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União em 25 de abril, concedeu prazo de 90 dias para que as refinadoras se adequassem à mudança. O teor máximo permitido de iodo no sal foi reduzido de 60 para 45 miligramas por quilo.

A adição do iodo no sal foi adotada na década de 1950 como estratégia de redução do bócio, doença provocada pela deficiência do nutriente no organismo. No entanto, a quantidade adicionada foi revista, recentemente, em razão das mudanças no padrão de alimentação dos brasileiros. Atualmente, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE), o consumo médio de sal pela população brasileira é de cerca de oito gramas por dia.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde para populações com ingestão de sal em torno de 10 gramas por dia é que a faixa de iodação do sal esteja entre 20 a 40 miligramas por quilo. O Brasil era um dos poucos países que tinha o nível máximo de adição de iodo no sal acima do estipulado pela OMS.

Implicações
O motivo da preocupação é que a ingestão excessiva de iodo pode desencadear, por exemplo, o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, que são doenças autoimunes. Trata-se de uma espécie de defeito no sistema imunológico, que reconhece a glândula tireoide como um organismo externo e produz anticorpos para tentar destruí-la. “O iodo não é um causador, mas um acelerador do processo”, afirma o endocrinologista Rodrigo Fóscolo, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG e chefe do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da UFMG.

Segundo ele, analisar o histórico familiar é uma das formas de identificar essas doenças em quem já tem redisposição. “Se há pessoas na família com problemas na tireoide, há mais chances desse indivíduo
também ter, principalmente se é uma mulher, visto que grande parte das doenças tireoidianas acomete mulheres”, diz.

Sal refinado passa a integrar a cesta básica

Postado em: 11/06/2013 às 20:50 por admin - economia, incentivo, Legislação, Refimosal, sal

O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) acatou pleito do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e, ontem, fez um adendo ao seu relatório sobre a MP 609, incorporando ao texto emenda do deputado João Maia (PR-RN), incluindo o sal refinado como produto integrante da cesta básica. Com isso, o sal passa a desfrutar dos benefícios fiscais que a MP (aprovada ontem na Comissão Especial) atribui à cesta básica, diminuindo significativamente sua carga tributária, com a isenção total do pagamento das taxas relativas ao COFINS, PIS e PASEP.

O presidente da Câmara chamou a atenção para o fato dessa medida ser totalmente bancada pelo Tesouro Federal, uma vez que as contribuições isentadas não têm qualquer influência no cálculo dos Fundos de Participação do Estados (FPE) e dos Municípios (FPM).

Para Henrique, a iniciativa de João Maia constitui um importante estímulo à indústria salineira do Rio Grande do Norte e, por isso, não mediu esforços para vê-la aceita pelo relator da MP-609.

Anvisa aprova redução do limite de iodo no sal

Postado em: 22/04/2013 às 17:31 por admin - ciência, Legislação, sal, saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (16) resolução que reduz os limites de iodo adicionados no sal de consumo humano. De acordo com a agência reguladora, há indícios de que o consumo excessivo da substância possa aumentar os casos de tireoidite de Hashimoto, doença autoimune que tem entre seus principais sintomas fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.

A norma vigente fixa uma faixa entre 20 miligramas (mg) e 60 mg de iodo para cada quilo de sal. Com a nova resolução, a faixa de adição de iodo no sal permitida fica entre 15 mg e 45 mg. O tema entrou em consulta pública em 2011.

De acordo com a gerente geral de alimentos da Anvisa, Denise Rezende, cerca de 93% das marcas avaliadas pela agência cumprem a nova norma. Para José Agenor Álvares da Silva, relator do processo, a medida não vai ter impacto no sistema produtivo. A norma ainda vai ser publicada no Diário Oficial da União e trará o cronograma a ser cumprido pelos fabricantes.

Os limites de adição de iodo no sal recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ficam entre 20 mg e 40 mg para países em que a população consume uma média de 10 gramas de sal por dia. Dados do Ministério da Saúde indicam que o brasileiro consome 9,6 gramas de sal diariamente, mas o consumo total pode chegar a 12 gramas quando levado em consideração alimentos processados e consumidos fora de casa.

De acordo com a Anvisa, o processo de iodação do sal é uma medida adotada em todo o mundo com o objetivo de prevenir distúrbios por deficiência de iodo (DDI), que incluem retardo mental grave e irreversível e surdo-mudez em crianças, anomalias congênitas e bócio.

SIMORSAL discute impacto da Resolução nº 3658, da ANTT

Postado em: 09/01/2012 às 19:42 por admin - Legislação

A Refimosal foi sede , dia 05/01/2012,  de reunião realizada pela SIMORSAL Sindicato dos Moageiros e Refinadores de Sal, com a participação de 40 empresários e funcionários de empresas do ramo salineiro. O assunto discutido foi a implatação da Resolução, que irá impactar todo o setor.

Os caminhoneiros de todo o Brasil têm uma nova regra para seguir no momento de receber o frete. A Resolução nº 3.658, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estabelece a regulamentação do sistema de pagamento de fretes para o transporte rodoviário de cargas.

De acordo com a resolução da agência, todos os pagamentos de frete deverão ser cadastrados em uma administradora de meios de pagamento eletrônico de frete, a ser habilitada pela agência, e cada operação será registrada por meio de um Código Identificador de Operação de Transporte.

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