Sal, auxiliar da saúde

Postado em: 26/02/2014 às 10:00 por admin - curiosidades

O sal já foi o grande vilão da saúde, mas a falta do ingrediente também pode ser tão ou mais nociva que o consumo em excesso.

Pesquisa realizada na Universidade de Lovaina, na Bélgica, acompanhou 2.856 pessoas que não eram hipertensas ou portadoras de doenças cardiovasculares. Os resultados foram surpreendentes. As mortes no grupo que consumiu menos sal foram superiores às do que o consumiu em excesso. Também foi constatado que o risco de doença cardiovascular também era 56% mais alto no grupo com o menor consumo de sal.

“O sal industrializado é rico em iodo, elemento indispensável no combate a doenças, como o bócio”, justifica a professora de nutrição Patrícia Simone Meciano Barreto. De acordo com ela, apesar de outros alimentos, como o peixe, também conterem iodo, a concentração dele no sal fornece a quantidade ideal de consumo diário. “O sal é essencial à vida saudável”, observa.

O sódio, por exemplo, ajuda a manter a pressão sanguínea e os fluídos corporais em níveis corretos. Também é um dos responsáveis por manter o coração batendo e seus músculos contraindo-se. Se o consumo do mineral não for suficiente, a pessoa pode sofrer fadiga, fraqueza e náuseas.

O sódio severamente baixo pode até levar a confusão, agressão, tontura, convulsões, coma ou morte, afirmam especialistas.

Cota diária

A nutricionista lembra que o consumo diário de sal não deve ultrapassar 6 gramas. “Mas estudos apontam que o brasileiro ingere, em média, 12 gramas diárias”, afirma. É muito.

Uma dica superimportante, de acordo com ela, é retirar o saleiro da mesa. “Acabamos acrescentando sal desnecessariamente. Esse sal de adição prejudica muito a qualidade de vida, especialmente do hipertenso. Nem mesmo na salada devemos adicioná-lo. Podemos usar várias especiarias que substituem o sal”, recomenda a nutricionista.

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